Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

Pormenor da capa de “Ghosteen”, o duplo álbum de Nick Cave com os Bad Seeds, que chegou às plataformas de streaming a 4 de outubro. A edição em vinil e CD só estará disponível a 8 de novembro. A estética new age não se fica pela capa

Nick Cave, de peito aberto

No seu novo álbum, “Ghosteen”, Nick Cave prepara-se e prepara-nos para a morte. Pode não ser uma novidade na sua carreira; e não é. Mas é um chamamento. E é verdade

A tentação de ver o novo disco de Nick Cave, um duplo álbum anunciado uma semana antes de ser disponibilizado nos serviços de streaming, como uma elegia que tem a sua maior referência no passamento do filho Arthur — que em julho de 2015, aos 15 anos, faleceu ao despenhar-se de uma ravina em Brighton, na Inglaterra, onde vivia com a família, após ter tomado LSD — é enorme. Mas essa pode não ser a melhor chave para ler, ouvir e ver “Ghosteen”.

Não porque Nick Cave fuja do assunto, antes pelo contrário. A traumática morte do filho tem sido expiada em inúmeras ocasiões pelo pai, não só em entrevistas mas também na obra publicada, como sucedeu no álbum “Skeleton Tree” e, de forma ainda mais pronunciada, no documentário “One More Time with Feeling”, que passou no festival de Cinema de Veneza, tendo também exibição comercial em sala e sendo posteriormente lançado em DVD (setembro de 2016).

Este é um artigo exclusivo. Se é assinante clique AQUI para continuar a ler (também pode usar o código que está na capa da revista E do Expresso).

Torne-se assinante