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Rock in Rio Brasil

Ariel Martini

Da “energia positiva” do Rock in Rio Brasil às novidades para Lisboa. “Primeiro, vamos apresentar a nova Cidade do Rock”, diz Roberta Medina

A vice-presidente do Rock in Rio fez um balanço da edição brasileira e promete “muitas novidades” para o regresso a Portugal em 2020

Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, falou com a BLITZ no último dia da edição brasileira, que terminou no passado domingo, fazendo não só um balanço dos sete dias de festival como revelando que haverá muitas novidades para o festival em Lisboa, que decorre nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho de 2020. Recorde-se que Medina já tinha confirmado que não haverá aumento do preço dos bilhetes na edição portuguesa, mantendo-se o ingresso diário nos €69,00.

Sem adiantar qualquer possível nome para o cartaz do Rock in Rio Lisboa, a vice-presidente do festival confirmou a vinda para Portugal da Rock Street dedicada à Ásia, que estreou agora no Brasil. "A equipa de Lisboa já está a trabalhar", adiantou, "esperemos ter muitas novidades, estamos a trabalhar para isso. Algumas levadas daqui do Rio e outras não".

Sobre as novas atrações, que ocuparam o recinto da cidade olímpica do Rio de Janeiro, Medina diz que funcionaram "muito bem", destacando as 100 mil pessoas que passaram pela Nave, espaço onde foi apresentado o projeto multimédia e imersivo "Nosso Futuro é Agora", e o novo palco Favela: "acabou a discussão, não é? Não há mais dúvidas de que faz todo o sentido. Em termos gerais, acabaram-se as críticas sobre se se pode ou não falar da favela pela positiva, com esse foco artístico".

Os desafios de segurança, assegura, foram superados. "o máximo com que tivemos de lidar, e isso no Brasil dá muito trabalho, foi com as muitas tentativas de entrar sem bilhete, muitas credenciais falsificadas, muitas tentativas de vender credenciais, tentativas de entrar com produtos para vender... Uma trabalheira de portas, de controle de perímetro. Trabalhamos de perto com as polícias... No primeiro fim de semana prenderam uma quadrilha que roubava telemóveis, então diminuiu imenso o número no segundo fim de semana”.

Para Medina, o aspeto mais "frustrante" do Rock in Rio Brasil foi a temática da Amazónia: "o facto de ter ficado tão politizado nas últimas semanas fez com que tirássemos o pé do acelerador, porque não queremos envolver-nos em discussão política". Referindo-se ao projeto social Amazónia Live, desenvolvido desde 2016, disse que o que avançou foi um leilão de guitarras, baterias e palhetas assinadas pelos Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers, P!nk ou Nile Rodgers: "está decorrendo o leilão, mas não provocámos muito a conversa aqui porque está a haver um aproveitamento político do tema e isso é frustrante".

Depois da edição de Lisboa, no próximo ano, o Rock in Rio regressa ao Rio de Janeiro em 2021, tendo sido confirmada já por Roberto Medina a presença do DJ brasileiro Alok, e poderá também decorrer no Chile, apesar de a vice-presidente garantir que a ideia não passa de uma "intenção" neste momento.