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Amália mais forte na internet no ano do centenário. E vêm aí mais discos e filmes

Mais música e vídeos online, mais discos e novos documentários: em 2020, quando passarão 100 anos sobre o nascimento da fadista, as novidades serão muitas. Amália morreu há 20 anos

Nuno Galopim

Nuno Galopim

Jornalista

A música de Amália Rodrigues vai voltar a ter uma presença online mais significativa, com a dinamização de um canal oficial na plataforma YouTube, no qual se podem escutar já as faixas de discos como “Com Que Voz”, “Fado Português”, “Encontro” (com Don Byas), “Fados 67” e ainda o álbum habitualmente referido como “Busto”. As compilações recentes “É ou Não É?” (que junta singles editados entre 1968 e 1975) e “Amália em Itália” estão igualmente já disponíveis.

Além destes conteúdos áudio, o canal inclui outros em vídeo nos quais podemos ver Amália a interpretar ‘Gaivota’, ‘Medo’, ‘Estranha Forma de Vida’ ou ‘Que Fazes Aí Lisboa’. Francisco Vasconcelos, da Valentim de Carvalho, explicou ao Expresso que esta representa ainda uma etapa experimental deste canal, correspondendo ao que compara com o ter-se aqui dado um “primeiro meio passo”. Estão em fase de “testes”, e por isso ainda “não muito ambiciosos no momento atual”. Mas Francisco Vasconcelos quer que “no próximo ano”, em que se assinala o centenário do nascimento de Amália, “esteja a funcionar em pleno”. E aí refere não apenas o canal no YouTube mas também uma reestruturação do próprio site oficial que está a ser trabalhada.

Para o centenário, além desta aposta em plataformas digitais, há ainda a vontade em “acelerar” a colocação no mercado de discos com faixas extra (como têm surgido nos últimos anos). O ritmo habitual de duas a três edições por ano poderá dar lugar “ao dobro ou até mesmo ao triplo” de lançamentos em 2020. Entre as ações já previstas para o próximo ano está ainda uma possível atualização dos documentários “Amália — Uma Estranha Forma de Vida” e “A Arte de Amália”, assim como a produção de “pelo menos mais um” filme documental. E nessa nova produção — que Francisco Vasconcelos admite que possa ser na verdade um par de novos documentários — os objetivos são fundamentalmente os de dar a conhecer a “dimensão internacional” da carreira de Amália Rodrigues assim como abordar as suas “capacidades vocais”, até porque, como lembra o responsável pela editora, “sendo uma cantora popular, tinha a dimensão de uma Callas”.

Publicado originalmente na revista E, do Expresso, de 3 de agosto de 2019