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Drake abençoado pela chuva no Rock in Rio Brasil. “Pode ter sido a minha primeira vez aqui, mas não será definitivamente a última”

Os céus tentaram jogar contra ele, mas Drake conseguiu vencer a fúria das nuvens com um concerto em crescendo de intensidade e boa receção. De 'Hotline Bling' à colaboração com Rihanna em 'Work', o alinhamento era vencedor à partida

Foi com um desculpável e previsível atraso que Drake, a grande atração desta primeira noite de Rock in Rio Brasil, subiu ao grande palco do festival: a chuva caíra copiosamente momentos antes da hora marcada. Como o rapper canadiano explicou, "achei que isto ia correr muito mal, mas acabou por ser muito bom", os céus pareciam querer conspirar contra a estreia em solo brasileiro de um dos maiores astros da música atual, mas apesar de um início titubeante, com o público a tentar estar com ele mas a lutar, simultaneamente, contra a ira das nuvens, a verdade é que vergou a intempérie com uma entrega admirável e um alinhamento intenso.

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'Started From the Bottom' era a abertura mais óbvia, mas calhou bem, tendo em conta que resolveu amaciar os fãs de longa data com uma série de medleys que juntaram canções mais antigas numa espécie de resumo da matéria dada. "Caso não saibam, o meu nome é Drake e esta é a minha estreia no Brasil", avisou de início, tentando sempre manter a gigantesca audiência de 100 mil pessoas do seu lado. Alternando entre temas que vão bem lá atrás, como 'Crew Love', 'All Me' ou 'Best I Ever Had' ("já não fazia esta música há uns seis anos") e apontamentos de uma série de canções que gravou com outros músicos (como 'Walk It Talk It' dos Migos ou 'Going Bad' com Meek Mill), foi repetindo frases de encorajamento para o público não esmorecer.

Sozinho em palco, todo bazófias, tanto se esforçou que conseguiu quebrar a barreira - 'I'm Upset', 'Passionfruit' e 'Hold On We're Going Home' ainda foram recebidas com alguma frieza - e assim que enveredou pela a sequência mais forte da noite já não havia chuva que parasse a multidão. "O palco está molhado, mas estou aqui para vos dar tudo o que tenho", prometeu, "querem mais? Tenho mais". De rajada, serviu excertos de 'Work' (dueto com Rihanna), dois dos seus maiores êxitos, 'One Dance' e 'Hotline Bling' e ainda um recente 'Mia', com Bad Bunny, e 'Fake Love', como bónus. "Estava nervoso antes de entrar em palco porque não sabia se, com a chuva, ia conseguir dar-vos o espetáculo que mereciam, mas vocês estão a dar-me o melhor concerto da minha vida", exclamou, depois de sentir o público finalmente na palma da mão.

Entrando na curva final do concerto, a todo o vapor, com a pergunta "devemos continuar?", começou pelo novo dueto com Chris Brown, 'No Guidance', e seguiu depois com 'Nice for What', cantada efusivamente por um coro gigante, e, claro, 'In My Feelings', provavelmente o momento mais celebrado da noite. "Quero ver-vos todos a ir à loucura", pediu, encarecidamente, durante 'Sicko Mode', que canta com Travis Scott, e, arriscando-se ainda na rampa que alonga o palco até meio da plateia, foi, bem encharcado, até 'Nonstop' e à novíssima 'Money in the Grave'. Depois de descer ao fosso para cumprimentar os fãs, colocou um ponto final na atuação com 'God's Plan', recebida em histeria total. "Pode ter sido a minha primeira vez no Brasil, mas não será definitivamente a última". Fica o aviso.