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Músicos unem-se contra tecnologia de reconhecimento facial nos concertos

"Não quero o Big Brother nos meus concertos"

Músicos como Tom Morello ou Amanda Palmer insurgiram-se contra o uso de tecnologia de reconhecimento facial em concertos e festivais de música, pedindo a sua proibição neste tipo de eventos.

Estes dois nomes fazem parte de um grupo intitulado Fight for the Future, que lançou a sua nova campanha esta terça-feira.

O pedido de proibição surgiu após ter sido noticiado que a gigante Ticketmaster iria investir nesta tecnologia. Segundo este grupo, o reconhecimento facial "coloca em risco fãs sem documentos, de cor, transsexuais ou com registo criminal, que poderão ser detidos, assediados ou julgados injustamente".

"Não existem provas de que isso vá tornar os fãs mais seguros", pode ainda ler-se. "Na verdade, há estudos que mostram que a vigilância maciça é ineficaz na prevenção de crimes violentos".

Para além de Morello e Amanda Palmer, artistas como os Thievery Corporation, Anti-Flag, Glitch Mob, e o festival Meltdown também se insurgiram contra o uso desta tecnologia.

O guitarrista dos Rage Against the Machine, Audioslave e Prophets of Rage foi mais longe: "Não quero o Big Brother nos meus concertos", afirmou.