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Sting ataca Jair Bolsonaro e diz que incêndios na Amazónia são resultado de “negligência criminosa à escala global”

O músico britânico tece críticas aos “líderes populistas e nacionalistas” como o presidente do Brasil

Sting veio a público criticar a atitude do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, perante os incêndios na floresta amazónica e não hesitou em dizer que se trata de um caso de "negligência criminosa". "A Amazónia está a arder a um ritmo nunca antes visto - aumentou 80% comparando com o ano passado e com uma desflorestação de mais 39% - e o mundo subitamente está a aperceber-se disso", disse o músico britânico, que sempre foi uma voz ativa na defesa de questões ambientais, "os líderes populistas a citar agendas nacionalistas ou a defender que as alterações climáticas são um embuste são culpados de muito mais do que apenas não fazer nada. É negligência criminal à escala global".

"O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, já expressou abertamente que não é amigo dos povos indígenas e agora está a renegar tratados de território previamente assinados, a abrir novos territórios e a desmantelar as organizações científicas e de direitos humanos no Brasil para permitir que isso aconteça", critica o músico e fundador da fundação Rainforest, dedicada à preservação da floresta tropical, "criticou os países do G7 por hipocrisia, dizendo que nós já cortámos as nossas florestas há muito tempo, mas isso não é razão para não aprender com esses erros".

No comunicado que tornou público, Sting compara também Bolsonaro ao imperador Nero, que, reza a lenda, ficou a tocar violino ao ver Roma arder, "enquanto, obviamente, nos arrepiamos com a ideia duvidosa que um homem tão estúpido podia ter sido músico, nenhum de nós, incluindo eu, pode ficar impávido a assistir às dimensões trágicas do desastre que está a acontecer na Amazónia enquanto eu escrevo". " Não há lugar para velhos nacionalismos num mundo onde todos respiramos o mesmo ar e onde todos iremos sofrer as consequências desta negligência intencional".