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Russ

O hip-hop à margem de Russ embalou o MEO Sudoeste

Há um sério caso de amor entre o rapper norte-americano, que enfrentou sozinho a multidão da Zambujeira do Mar esta noite, e o público nacional. Russ não se deixou fotografar, razão pela qual este artigo não tem imagens do concerto

Russ é um daqueles casos estranhos, mas longe de inédito, de artistas com pouca expressão no seu país de origem mas larga aceitação entre o público português. Muito produtivo no período entre 2011 e 2014, durante o qual produziu mais de uma dezena de álbuns e os fez chegar diretamente aos fãs por via digital, foi com "There's Really a Wolf", o primeiro a sair por uma grande editora, que começou a entrar no radar deste lado do Atlântico.

O regresso a solo nacional deste verdadeiro "self made man" aconteceu, agora, um ano após a edição de "ZOO", o mais recente longa-duração, e ano e meio depois de uma estreia em grande na Altice Arena. Enfrentando a multidão totalmente sozinho, o rapper de Nova Jérsia provou que tem canções que ficam na memória e no ouvido mas que lhe falta um bocadinho assim de carisma e presença em palco para sustentar o hype que se gerou em seu redor.

Não que isso tenha interferido na forma eufórica como o público reagiu a temas orelhudos como 'What They Want', com direito a coro afinado, 'Do It Myself' ou 'Cherry Hill' ou a "duas canções muito pessoais", as confessionais e soporíferas 'Voicemail' e um quase sussurrado 'Nobody Knows'. "Estou feliz de estar de volta a Portugal", assumiu várias vezes o artista norte-americano, que aproveitou ainda "uma noite linda" para cantar os parabéns a uma fã.