O arco-íris dos Years & Years rompeu o nevoeiro cerrado do MEO Sudoeste
07.08.2019 às 23h58
Olly Alexander e seus comparsas banharam a Herdade da Casa Branca de pop açucarada e colorida
Pontuais, bem ao jeito britânico, os Years & Years entraram no palco principal do MEO Sudoeste para reconquistar a Herdade da Casa Branca ao espesso nevoeiro que se abateu como um manto sobre o recinto. Três anos depois de se estrearem em solo nacional com um concerto no NOS Alive, o trio londrino - expandido para sexteto em palco - centrou o alinhamento em "Palo Santo", álbum a tresandar a verão que editou há um ano, sem esquecer, claro, os sucessos que lhe valeram o título de melhor banda de pop eletrónica a sair do Reino Unido na última meia década.
'Sanctify', misterioso cartão de visita do segundo longa-duração, abriu uma atuação que viveu, principalmente, da energia contagiante do vocalista, que não conseguiu conter a boa-disposição e os risos entre agradecimentos, quase sempre em português, ao público que já enchia o recinto (a maior parte, claro, à espera de Anitta, a senhora que se segue).
Descendo a escadaria, que no final se pintou de arco-íris, para percorrer a frente de palco ao som de 'Shine', um dos mais frescos hinos de verão de anos recentes, Alexander dirigiu-se ao público pela primeira vez com um "tudo bem?" em português quase perfeito e um "'brigado" sorridente logo depois.
A força de canções redondinhas e a puxarem sempre bem o pé para a dança, como 'Rendez Vous' ou 'Play', uma colaboração com Jax Jones, apresentadas quase no final, serviram para abrir portas a 'King', o maior sucesso do grupo até ao momento, que encerrou a atuação com direito a coro volumoso. "São todos tão queridos", despediu-se Alexander antes de apresentar a banda, "obrigado!".
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