The Gift prometeram oferecer um presente ao NOS Alive e cumpriram
13.07.2019 às 19h08
Banda de Alcobaça agitou o final de tarde quente deste último dia do festival de Algés com um alinhamento certeiro e energia para dar e vender
Podem até ter começado de mansinho, com uma homenagem ondulante ao 'Sol' que brilhava alto e forte sobre o Passeio Marítimo de Algés, mas os alcobacenses The Gift trouxeram argumentos fortes ao concerto de abertura do palco principal do NOS Alive neste que é o último dia do evento. Sónia Tavares, Nuno Gonçalves e companhia foram cruzando temas do novo "Verão", com alguns dos clássicos de uma discografia que já se alonga por mais de duas décadas,
Um ano depois de uma atuação muito concorrido no espaço NOS Clubbing, o grupo provou estar em grande forma, trazendo inclusivamente um "presente", ("I have a gift for you", prometeram no início) guardado sabiamente para o final. Depois de 'Sol', ''Cabin' e uma melancólica 'Verão' começam por agitar os ânimos com o clássico 'Driving You Slow', o pós-punk encorpado de 'Malifest' e uma luxuriante 'Love Without Violins', com o amigo Brian Eno em pano de fundo.
"Muito obrigada por estarem aqui já a esta hora", agradeceu a vocalista, dirigindo-se à boa moldura humana que se juntou perto do palco e que foi cantarolando hinos como 'Music', uma versão remisturada de 'Question of Love', 'The Singles' ou 'Big Fish', single mais certeiro que a banda editou num passado recente. E chega então o presente prometido: "muito obrigada, mas eu vou até aí abaixo. Ainda tenho tempo", diz Sónia Tavares, encaminhando-se depois para meio do público na companhia de Nuno Gonçalves, "ser íntimo é sentir o vosso suor. Isto sim é um festival íntimo". Depois de aberta uma clareira para albergar os dois artistas e um teclado, soltam uma sentida 'Primavera', cantada em conjunto com os fãs.
Relacionados
-
Gossip no NOS Alive: quem tem uma cantiga não tem tudo
Espetáculo suado mas mediano da regressada banda de Beth Ditto a Portugal, no mesmo festival onde atuou em 2010
-
Renasceu uma estrela. O concerto mons-tru-o-so de Grace Jones no NOS Alive
A 'vingança' da diva jamaicana, aos 71 anos, no festival de Algés. Felina, dominadora, magnética. Uma atuação 'impossível' que acabou de forma tão desconcertante como perfeita. Um dos espetáculos mais formidáveis dos últimos anos em Portugal
-
NOS Alive: a estreia dos jovens Greta Van Fleet em Portugal foi uma festa saudosista
Três irmãos e um amigo numa viagem assumida ao rock dos anos 70
-
Vampire Weekend no NOS Alive, ou quando os mais melodiosos dos geeks tentaram instalar o verão em Algés
No seu sétimo concerto em Portugal, a banda de Nova Iorque deu um concerto natural como a sua sede (de verão)