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Surma, festivaleira e artista no NOS Primavera Sound. “Acordem-me só para o ano. Estou num sonho constante”

Artista de Leiria, que atuou ontem no festival do Parque da Cidade, mostra-se entusiasmada para o concerto de hoje de Rosalía e fala sobre as atuações que mais a surpreenderam na edição deste ano de um festival ao qual vem com assiduidade desde o primeiro ano. "O Porto é a minha segunda casa"

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

Frequentadora assídua do NOS Primavera Sound, Surma subiu ontem ao palco para atuar e falou hoje com a BLITZ sobre as suas melhores recordações do festival nortenho - guarda na memória o concerto dos Run The Jewels que viu no Parque da Cidade - e também sobre as atuações que mais lhe encheram as medidas na edição deste ano: de James Blake a Courtney Barnett, passando pelos Interpol e Sophie ("não vi a Solange, perdi a Solange!").

"Aquilo que estou a dizer é: 'acordem-me para o ano'. Estou num sonho constante", começa por dizer a artista de Leiria sobre a sua passagem pelo palco do festival, "foi incrível! Estava à espera de pouquinha gente, porque foi às cinco da tarde, mas não. Estava mega compostinho e sentiu-se mesmo muito amor em palco e cá fora. A malta estava a aplaudir muito. E tocar no Primavera é aquela coisa...".

Depois de confessar que é festivaleira assídua desde a primeira edição ("só falhei o ano passado, desculpem"), refere o concerto de ontem de Courtney Barnett, "bateu fortíssimo", e fala sobre as expectativas que tem para o concerto desta noite da espanhola Rosalía. "Estou muito curiosa para ver a performance dela", assume, "quero ver a Lena d'Água, quero ver um bocadinho de O Terno também, a Lucy Dacus, Nina Kraviz... Muita coisa".

"Já sou festivaleira desde os meus 17 anos e adoro ver mil e uma bandas num só dia", defende, "estar num local onde tanta gente que eu admiro já esteve e está é... e em festivais que eu amo... Por exemplo, Paredes de Coura, ainda nem acredito que toquei lá no ano passado e o Primavera então nem sei o que diga. Só me apetece chorar e rir ao mesmo tempo quando estou em cima de palco. É uma pressão tão grande de quereres agradar à malta que te convida e estás num festival que te é tão querido desde há tanto tempo... Tens de fazer mais e melhor e agradar a toda a gente, mas é amor máximo".

Sobre a experiência em festivais fora de fronteiras, diz que tem sido uma "experiência incrível", recordando episódios em que foi abordada por fãs em Liubliana, na Eslovénia, e na Islândia: "é a prova de que a palavra está a passar bastante bem". "Sinceramente, acho que os festivais portugueses estão ao mesmo nível que os de lá de fora ou ainda melhores. A malta portuguesa é muito calorosa e está sempre muito atenta àquilo que se está a passar. Tenho sentido isso de ano para ano".

"No primeiro dia cá tenho de comer francesinha", diz a artista de Leiria, assumindo que o Porto é como se fosse a sua segunda casa. "Gosto muito de andar nas ruas escondidas da cidade", explica, assumindo que não tem um roteiro fixo, "tenho malta amiga cá há muito tempo e é sempre aquele nicho mega fixe".