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Eurovisão: Madonna reafirma que atuará em Israel porque não segue agendas políticas

Artista lamenta as mortes no conflito israelo-palestiniano mas não volta atrás

A presença de Madonna na grande final do festival da Eurovisão causou polémica entre os seus fãs pró-Palestina, mas a cantora recusa-se a voltar atrás na decisão de atuar no próximo sábado na Expo Tel Aviv, na capital de Israel.

A cantora, tal como Conan Osiris e os demais participantes do concurso, foi recipiente de um apelo por parte do movimento BDS, que incita a um boicote cultural ao estado de Israel, mas afirma que nunca irá deixar de atuar "por causa de uma qualquer agenda política".

Em declarações à agência Reuters, Madonna acrescenta que não deixará de contestar "violações de direitos humanos por todo o mundo". "Sempre que ouço falar nas vidas inocentes que se perderam nesta região, e sobre a violência que ali grassa por causa das agendas políticas das pessoas que beneficiam com este conflito milenar, parte-se-me o coração", explicou a cantora que, nos últimos anos, viveu em Portugal.

A grande final da Eurovisão terá lugar em Telavive, no próximo sábado. Madonna deverá interpretar dois temas do seu novo álbum, "Madame X", gravado maioritariamente em Portugal. A cantora deverá chegar esta quarta-feira a Telavive, fazendo-se acompanhar por uma equipa de 135 pessoas.

No início da semana, contudo, pairavam dúvidas sobre a consumação desta atuação. O produtor executivo da Eurovisão, Jon Ola Sand, sublinhou que não foi ainda assinado qualquer contrato entre Madonna e a União Europeia de Radiodifusão (UER). Em causa estarão imposições da UER, que exige que todos os seus membros tenham direitos de utilização sobre todo e qualquer material apresentado. "Se não houver um contrato assinado, ela não poderá atuar naquele palco. Estamos a negociar", afirmou Sand.