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Rita Carmo

Salvador Sobral: “Será que levava à Eurovisão uma camisola a dizer 'Libertem a Palestina'? Não sei se teria coragem”

“Este ano aquilo é muito duro por causa da situação da ocupação de Israel”, afirma o músico que esta sexta-feira atua no Coliseu de Lisboa e um dia depois no do Porto

Vencedor do festival da Eurovisão em 2017, Salvador Sobral teceu alguns comentários sobre a edição deste ano, cuja final se realiza a 18 de maio em Telavive, Israel, nomeadamente sobre os vários apelos ao boicote feitos aos músicos que nele participarão.

Em vésperas de concertos nos Coliseus de Lisboa (sexta, 10) e do Porto (sábado, 11), o músico disse à revista 'Time Out Lisboa' que o contexto da edição deste ano é consideravelmente diferente daquele que enfrentou na Ucrânia, há dois anos. "Este ano aquilo é muito duro [devido à] situação da ocupação de Israel. Adorava dizer que não iria, mas não sei, porque não sou eu que estou lá", admite. "Quando fui à Ucrânia, existia a situação da Crimeia e fui", acrescenta.

Na conferência de imprensa que se seguiu à coroação em Kiev, recorde-se, Salvador Sobral vestiu uma camisola de apoio aos refugiados. "Será que levava [agora[ uma camisola a dizer 'Libertem a Palestina"? Não sei se teria coragem", confessa o artista que no final de março lançou "Paris, Lisboa", o seu segundo álbum. "É uma situação muito delicada. Mesmo a minha posição em relação a este conflito é complicada. Porque os israelitas também não têm terra. Para onde é que eles vão?".

Salvador Sobral já conheceu pessoalmente Conan Osiris, o concorrente português na edição deste ano (com a canção 'Telemóveis'), e a opinião sobre a música do mesmo fora já revelada em entrevista à BLITZ: