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Lena d'Água

Como Lena d'Água se tornou a bomba do 'boom' do rock português. Um delicioso mergulho nos anos 80

Foi uma das maiores estrelas do boom do rock português, símbolo sexual de uma geração pop que nos anos 80 se sintonizava com a nossa língua e com o nosso público. Em 2010, na primeira pessoa, recordou os dias dourados da sua carreira. Nove anos depois, está prestes a regressar

A-dos-Ruivos. É este o nome da aldeia onde actualmente Lena d'Água vive, rodeada de animais e de memórias. Na divisão de entrada da sua casa, modesta, há um piano sobre o qual repousam dois troféus do seu pai José Águas, atribuídos pelo Benfica - a que é mais imediatamente associado - e do Futebol Clube do Porto. Há também várias fotos pelas paredes que contam uma história de família de que Helena Maria de Jesus Águas, ou Lena d'Água como o país a reconhece, tem visível orgulho.

É nessa história que encontra o seu próprio princípio: «A telefonia estava sempre a tocar na minha casa. O meu pai viajava muito com o Benfica e também com a selecção e trazia discos - daqueles de 78 rotações que eu ainda aí tenho. Ele não tinha nada a ver com o fado, por isso eu também nunca entrei por esse lado», revela, quando questionada sobre o início da sua relação com a música. «Decisivo foi também o período em Viena [Áustria], quando eu tinha seis ou sete anos, e onde vi ao vivo os Pequenos Cantores, essa pequena maravilha, feita de crianças da minha idade», adianta a cantora. «Isso teve um tremendo impacto em mim. Em três tempos aprendi a falar a língua e punha-me em cima de um banco a cantar como aqueles Pequenos Cantores».

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