Perfil

Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

Notícias

Kurt Cobain

Getty Images

A Via Sacra de Kurt Cobain, o ídolo que não queria ser salvo

Os últimos dias do vocalista dos Nirvana foram passados num ambiente caótico, entre tentativas de suicídio e a recusa de admitir a dependência de heroína. Amigos, companheiros de banda e a mulher, Courtney Love, tentaram salvá-lo, mas o destino de Kurt Cobain estava escrito

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

300 dólares. Foi esta a quantia que Kurt Cobain desembolsou por uma espingarda, no final de março de 1994. Debilitado pela dependência de heroína e pela degradação do seu casamento com Courtney Love, o vocalista e guitarrista dos Nirvana, adorado por milhões de fãs em todo o mundo, explicou ao amigo Dylan Carlson que queria uma arma para se defender dos intrusos que tentavam invadir o jardim da sua casa, em Seattle. O amigo estranhou que Cobain quisesse comprar uma arma, uma vez que estava de malas feitas para Los Angeles.

«Pareceu-me esquisito que estivesse a comprar uma arma antes de ir viajar. Por isso, ofereci-me para lha guardar até ele voltar», contou. A espingarda acabou por ficar na mansão do casal Love-Cobain, uma propriedade no valor de mais de um milhão de dólares, numa zona antiga de Seattle. Os vizinhos, que a princípio temeram pela chegada à zona pacata de duas estrelas rock, acabaram por considerar Kurt e Courtney «simpáticos e sossegados». E só terão voltado a ouvir falar do músico quando, a 8 de abril, um eletricista encontrou o corpo de Cobain numa estufa por cima da garagem. Causa de morte, determinaria a autópsia: uma bala na cabeça, disparada pela caçadeira comprada dias antes, com a ajuda de um dos melhores amigos.

Artigo Exclusivo para assinantes

Aproveite já a campanha Black Friday

Já é assinante?
Comprou o Expresso? Insira o código presente na Revista E para continuar a ler