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Tiago Miranda

“Deixem o Conan em paz”, apela Adolfo Mesquita Nunes, antigo vice-presidente do CDS

Ex-dirigente centrista defende “a ida de Conan Osiris a Israel” em representação de Portugal

Adolfo Mesquita Nunes, advogado e antigo vice-presidente do CDS-PP, criticou os vários pedidos que têm sido feitos a Conan Osiris para que boicote o festival da Eurovisão, que este ano se realiza em Telavive, Israel.

"O que lhe está a ser pedido é que faça um boicote a Israel, que não vá representar Portugal por ser em Israel, que não se desloque a Telavive por ser Israel, porque Israel é Israel e é Israel", escreveu.

"Ir a Israel, ao que parece, é legitimar o governo de Israel, a política de Israel, como se em Israel não houvesse gente, gente que é independente dos governos, que não é responsável pelo que é feito pelo Estado, como se Israel não fosse a única democracia do Médio Oriente, onde há oposição, onde há movimento pacifista, onde há imprensa livre, onde mulheres são tratadas por igual, onde as minorias têm direitos - tudo coisas inexistentes nos países vizinhos que nunca ninguém boicota".

Mesquita Nunes questionou, ainda, por que motivo ninguém fez apelos ao boicote ao festival quando este se realizou em Moscovo, Kiev ou Baku onde, diz "há tanto por explicar em matéria de direitos humanos".

"A ida de Conan a Israel é a representação de Portugal num dos eventos mais tolerantes do mundo, um evento que força os países organizadores a tolerar e a permitir atitudes e comportamentos que alguns deles normalmente proíbem", continuou.

"A ida de Conan não significa qualquer legitimação de qualquer ato de Israel, assim como se Conan tivesse optado por não concorrer ao Festival RTP na possibilidade de, ganhando, ter de ir a Israel não significaria uma legitimação de qualquer ato terrorista contra Israel", concluiu, deixando um pedido: "Deixem o Conan em paz".