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Paul McCartney e Michael Jackson

Getty Images

Paul McCartney: “Eu não conhecia o lado negro de Michael Jackson”

“Agora é difícil pensar nas boas memórias que guardo dele”

Paul McCartney reagiu às acusações de duas alegadas vítimas de abusos sexuais de Michael Jackson, que vieram a público recentemente no documentário "Leaving Neverland". Em entrevista a uma rádio chilena, o ex-Beatle disse: "eu não conhecia o lado negro dele. Agora é difícil pensar nas boas memórias que guardo dele sem pensar 'oh deus, havia outras coisas a acontecer'".

O músico, que colaborou com Jackson em três canções ('The Girl is Mine' de 1982 e 'Say Say Say' e 'The Man' de 1983), diz que percebe por que razão há pessoas que já não querem ouvir a música do rei da pop. "É triste. Obviamente, o Michael era um cantor fantástico, um grande artista e um grande bailarino", defende, "durante anos, adorámos isso. Ninguém conhecia o outro lado que é mostrado nesse filme. Torna-se difícil e eu percebo por que razão as pessoas dizem que já não querem ouvir a música dele. Quando o conheci, ele era um tipo muito simpático".

"Percebo que as pessoas estejam muito desapontadas com ele e zangadas com o facto de ele ter um lado negro", acrescenta ainda McCartney depois de dizer "para mim, é OK ficar com as memórias pessoais que tenho dele. O outro lado é o outro lado. Não o conheço".

Na sequência das acusações de Wade Robson e James Safechuck em "Leaving Neverland", Diana Ross e Barbra Streisand, amigas de Michael Jackson, saíram em sua defesa, com Streisand a apontar o dedo aos pais das crianças e Ross a dizer: "acredito e confio que o Michael era e é uma força magnífica e incrível, para mim e muitos outros".