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Moullinex: “Se eu fosse programador de rádio, deixava de tocar a música de Michael Jackson”

Luís Clara Gomes, músico por detrás do projeto Moullinex, viu “fisicamente incomodado” o documentário “Leaving Neverland”

"O grau de detalhe é tão verosímil que o meu ceticismo foi abanado". Luís Clara Gomes, que responde artisticamente como Moullinex, partiu com desconfiança para o documentário "Leaving Neverland", sobre alegados abusos sexuais de Michael Jackson, mas acabou por admitir à SIC Notícias que saiu "fisicamente incomodado com o que estava a ver".

O músico português, confesso admirador da obra do Rei da Pop, realça que não consegue "dissociar o homem da obra" e, por isso, "se fosse programador de rádio, deixava de tocar a música de Michael Jackson", conclui no vídeo que pode ver no cimo desta página.

À BLITZ, Luís Clara Gomes clarifica a sua opinião: "Não se deve banir a música de alguém desde que essa música não tenha discurso de ódio ou intolerância. Se um artista é criminoso então deve ser julgado; não é a compra ou não da sua música que substitui a justiça. Contudo, pessoalmente, não consigo separar a obra do homem, e não consigo justificar internamente continuar a ouvir a musica dele sem associá-la à pessoa".

Também ouvido pela SIC Notícias, António Mendes, diretor de programação da RFM, reafirma que "estas situações devem ser julgadas por tribunais onde todas as partes têm direito a expor as suas versões", revelando que até ao momento recebeu apenas mensagens de incentivo à continuação da música de Jackson na sua estação.

Confrontada com uma queda de 40% nas vendas de música do artista, a Sony Music não comenta o teor do documentário.

Notícia corrigida às 15h46 de forma a veicular de forma mais clara o sentido da opinião do artista.