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Brian May e os seus Queen chegaram no início da cerimónia

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Brian May lamenta “doença da vingança” que afeta a vida pública: “Mordi a língua para não influenciar resultados dos Óscares”

O guitarrista dos Queen refletiu sobre a experiência agridoce com o filme “Bohemian Rhapsody”

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Brian May escreveu, na sua página do Instagram, uma longa mensagem, refletindo sobre o percurso de “Bohemian Rhapsody”, o filme sobre Freddie Mercury e os Queen, premiado nos Óscares.

“Abrimos a cerimónia dos Óscares de forma inédita, numa avalanche de entusiasmo, conseguindo uma ovação por parte de uma plateia onde estavam muitos dos nossos heróis, cantando connosco e dando murrinhos no ar. Depois, surpreendentemente, saímos com quatro Óscares - a vitória da noite. Quando íamos a sair do auditório, o chefe de produção veio cumprimentar-me e disse-me: faço os Óscares há 40 anos e esta foi a melhor abertura de sempre. Foi um belo momento”.

Porém, Brian May quis partilhar a mágoa que (também) sentiu. “Fiquei profundamente grato por o filme do Freddie ter sido reconhecido de uma forma que nunca tivemos a audácia de esperar. Mas considero que a atividade pública por detrás de toda a época dos prémios e o comportamento dos jornalistas foi muito perturbador. Se olharem para as discussões que houve na imprensa e na internet nos últimos meses, verão que 90% se destina a descredibilizar pessoas e filmes com boatos e calúnias, em vez de discutir os seus méritos. Ódio e desonestidade e tentativas flagrantes de influenciar os membros [da academia] a votar de certa forma. A culpa não é dos painéis de jurados, que se portaram bem. Mas há uma doença da vingança que parece ter tomado conta da vida pública. Mordi a língua para não influenciar as votações. Mas fiquei com mixed feelings”, confessa Brian May, partilhando e recomendando um artigo do Spectator intitulado “O triunfo do 'Bohemian Rhapsody' nos Óscares é uma vitória sobre os críticos snob”.