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“A heroína dizimou os meus amigos”. A confissão de Duff McKagan dos Guns N’ Roses

Baixista contou a sua história: "Pensavam que eu seria o único tipo a tornar-me alguém na vida"

Duff McKagan, baixista dos Guns N' Roses, deu uma entrevista à Louder na qual fala do seu passado e de como se tornou músico.

McKagan, o mais novo de oito irmãos, afirmou que "era inevitável" tornar-se músico, já que todos na família tocavam um instrumento. "Participei em várias jam sessions ao crescer. A primeira canção que aprendi no baixo foi a 'Birthday', dos Beatles", recordou.

Porém, não foram os Beatles e sim o punk rock aquilo que mais o entusiasmou, tendo dado o seu primeiro concerto aos 14 anos, quando fez a primeira parte dos Black Flag.

Houve ainda tempo para falar de como as drogas o afetaram, e aos que o rodeavam: "A heroína dizimou os meus amigos. A minha namorada, o meu colega de casa, toda a gente", lamentou.

No início dos anos 80, "tocava guitarra numa banda chamada 10 Minute Warning, andei em digressão com os Black Flag e os Dead Kennedys. Mas depois a heroína entrou na banda. Um grande amigo meu veio ter comigo uma noite e disse que eu era a sua única esperança, porque pensava que eu seria o único tipo a tornar-me alguém na vida".

Pouco depois dos 10 Minute Warning viriam os Guns N' Roses, já com Duff McKagan a viver em Los Angeles. "Éramos uma mistura bastante fixe de punk e metal, como os Motörhead, mas também de coisas mais obscuras, e de cenas funk", explicou.

"O nosso primeiro concerto foi para três pessoas. O segundo, para cinco. Toda a gente que diga que lá esteve está a mentir. Até no nosso décimo concerto não havia ninguém".

O sucesso não significou, no entanto, o fim do contacto entre o baixista e as drogas. "Saí de Seattle para fugir à heroína, e em Los Angeles ela estava em todo o lado. O dinheiro comprava drogas e as drogas eram abundantes. Quando se é famoso, há uma série e gente que se quer drogar contigo", disse.

"Não conhecíamos ninguém sóbrio. E eu não sabia quem eu era até ficar sóbrio. Tive de o provar ao Izzy [Stradlin], que foi um bom amigo durante esse período. O Axl também o foi até eu sair da banda". Com Slash, demorou mais tempo: "Precisámos de sete anos para estabelecermos uma ligação séria. Não podia arriscar estar com ele, não confiava em mim mesmo ao pé dele".