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Frances Bean Cobain

Getty Images

Frances Bean Cobain fala sobre Kurt Cobain. “Tenho o raio da cara dele. Já viram como é lixado?”

Numa longa entrevista, a filha do falecido líder dos Nirvana e de Courtney Love fala sobre a relação que tem com a música dos pais

Frances Bean Cobain falou sobre a relação que mantém com a música dos pais, Kurt Cobain, falecido líder dos Nirvana, e Courtney Love numa entrevista longa e bem-humorada ao podcast da drag queen RuPaul. Depois de explicar a ligação emocional que tem com o trabalho dos progenitores, a artista remata: "e tenho o raio da cara dele. Já viram como é lixado?".

"Sou a Blue Ivy original", começa por dizer, comparando-se à filha de Beyoncé e Jay-Z, depois de RuPaul afirmar que tinha nascido famosa, e de seguida, quando questionada sobre se ouve a música dos Nirvana e da mãe, responde: "bom... já ouvi a música deles, mas é uma experiência diferente porque tenho uma ligação emocional com ela. Há referências à minha pessoa ou a coisas que eu conheço bem ou que me envolvem".

No entanto, Cobain diz que consegue reconhecer "o valor artístico de nível superior" da música feita pelo pai. "Enquanto colega artista, reconheço o quão importantes e cheias de substância eram as letras e as melodias dele", salvaguardando de seguida que "a nível emocional, é como se fosse familiar do Pai Natal... E tenho a porra da cara dele. Já viram como é lixado?".

Questionada sobre a sua própria música, antes de salvaguardar que não pode divulgar se tem contrato com uma editora ou não - "posso apenas dizer que está tudo encaminhado" -, diz: "quando me perguntam para descrever a minha música, digo que é como se a PJ Harvey e a Fiona Apple andassem ao murro e a Dolly Parton as fosse separar, com o Jeff Buckley encolhido a um canto a chorar". Sobre artistas que gosta de ouvir, Frances Bean Cobain refere Dolly Parton, Barbra Streisand e Sharon Van Etten.

Ainda na mesma entrevista, revela que, apesar de ter 26 anos já viveu em 27 casas, "sou uma verdadeira nómada. Cresci no Chateau Marmont, em Los Angeles, mas depois vivi numa quinta com a minha avó e a minha tia. Tínhamos cabras e cavalos. Acho que é por essa razão que não estou tão arruinada da cabeça quanto deveria estar. Aprendi que manter a normalidade e o equilíbrio é muito importante".