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Rita Carmo

Preços de bilhetes dos mais importantes festivais de música em Portugal baixaram em 2019

A redução do IVA refletiu-se na generalidade dos preços dos passes e bilhetes dos principais festivais de verão

A redução do IVA para os eventos culturais, nomeadamente os espetáculos musicais, levou a generalidade dos festivais de música a baixar o preço do seu bilhete.

O passe de três dias do festival NOS Alive, que se realiza em Algés, baixou mais de 9 euros, caindo de €149 para €139,77, enquanto os bilhetes diários custam agora €60,98 em vez dos €65 cobrados em 2018.

Também o passe do Super Bock Super Rock viu o seu preço reduzido: dois euros a menos no bilhete diário (€58) e quatro no passe de 3 dias (€110). Atente-se que o festival volta a realizar-se no Meco, pelo que o preço do passe geral inclui campismo.

A descida do IVA de 13 para 6 por cento levou também o festival NOS Primavera Sound a baixar o preço do seu passe geral. O valor do ingresso de 3 dias para o festival do Porto sofre aumentos progressivos ao longo de vários períodos de venda, sendo que ir a todos os dias do evento custava €110 nesta mesma altura do ano passado, enquanto agora o preço é de €103.

Por sua vez, O Vodafone Paredes de Coura regista um decréscimo de seis euros no seu passe de quatro dias, que hoje custa 84 euros.

O MEO Sudoeste regista uma variação mais pequena: nesta altura, os passes para o festival da Zambujeira do Mar apresentam o mesmo preço de 2018, €105, sendo que a entrada diária (€48) se encontra 2 euros mais barata. O preço dos bilhetes do festival alentejano também aumenta gradualmente até à data de realização do mesmo.

O primeiro festival a anunciar a redução de preços, com efeitos ainda em 2018, foi o MEO Marés Vivas. Os passes de três dias custam agora €61 (os da edição de 2018 vendiam-se ao preço de €65) e os bilhetes diários baixaram de €35 para €33.

Em entrevista à BLITZ no ano passado, Álvaro Covões - diretor-geral da Everything Is New, que organiza o NOS Alive, e é vice-presidente da Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos, punha em causa as políticas culturais do país e, não deixando de defender a retoma da taxa reduzida sobre festivais de música, lamentava os números relativos ao consumo de espetáculos culturais. "Uma semana de cafés é o que cada português gasta por ano em espetáculos ao vivo", afirmou.