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O recinto no MEO SW'17

Rita Carmo

IVA dos bilhetes de espetáculos é mais baixo mas nem todos os concertos e festivais estão mais baratos

Desde 1 de janeiro que o IVA dos bilhetes de espetáculos baixou de 13% para 6%. Contudo, esta redução não está a ser aplicada de forma generalizada

O IVA dos bilhetes de espetáculos é mais baixo a partir de hoje, mas tal só se reflete no preço de alguns dos muitos eventos, em todo o país, cujos bilhetes já estavam à venda no ano passado.

Com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2019, o IVA baixou de 13% para 6% nas "entradas em espetáculos de canto, dança, música, teatro, cinema, tauromaquia e circo", excetuando-se "as entradas em espetáculos de carácter pornográfico ou obsceno, como tal considerados na legislação sobre a matéria".

No final de novembro, com a aprovação do Orçamento do Estado na generalidade, a Associação de Promotores, Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE) congratulou-se com a descida do IVA dos bilhetes, referindo que tal iria refletir-se nos preços, já partir de 01 de janeiro.

Nessa altura, a dirigente da APEFE Sandra Faria disse que "os bilhetes que estão à venda neste momento, com IVA a 13%, automaticamente, quando o IVA alterar, o preço vai baixar". Sandra Faria sublinhou estar a falar apenas pela associação "e não por todo o país".

E, de facto, num levantamento feito pela Agência Lusa, verifica-se que o preço não baixou em todos os espetáculos, nem mesmo em todos os que são promovidos por associados da APEFE, associação formalizada em 2017 e que reúne algumas das maiores promotoras, como a Everything is New, a Música no Coração, a Ritmos, a UAU, a Ritmos & Blues, a Better World, a Ao Sul do Mundo, a Sons em Trânsito, a Uguru e a Regiconcerto.

Os bilhetes para o Alive (que decorre em julho no Passeio Marítimo de Algés, Oeiras), para o Primavera Sound (junho no Parque da Cidade, no Porto) e para o Paredes de Coura (agosto na Praia Fluvial do Taboão, Paredes de Coura) são hoje mais baratos do que eram a 29 de dezembro.

Assim, hoje, um passe para o Alive custa 139,77 euros e um bilhete diário 60,98 euros, em vez de 149 euros e 65 euros, respetivamente. No caso do Primavera Sound, os passes baixaram de 110 para 103 euros e, no do Paredes de Coura, de 90 para 84 euros.

Os passes para os festivais Summer Fest (julho, na Ericeira) e o Vilar de Mouros (agosto, em Vilar de Mouros) mantinham hoje os mesmos preços do ano passado, 35 euros (sem campismo) e 70 euros, respetivamente.

Já os passes e bilhetes diários para os festivais Sudoeste (agosto na Zambujeira do Mar) e Super Bock Super Rock (SBSR) (julho no Meco, Sesimbra) aumentaram ou mantiveram os preços.

Um bilhete diário para o Sudoeste continua a custar 48 euros, já o preço dos passes aumentou de 100 para 105 euros, o bilhete diário do SBSR passou de 55 para 58 euros e o do passe de 105 para 110 euros. Historicamente, há festivais como o Sudoeste e o SBSR que iniciam a venda de bilhetes com preços de promoção, que vão aumentando ao longo do tempo, até à sua realização.

Os bilhetes para o Marés Vivas (em julho no Cabedelo, Vila Nova de Gaia) já tinham baixado de preço a 03 de dezembro. "Com a reposição do IVA dos espetáculos nos 6%, a partir do dia 01 de janeiro, o Marés Vivas" assumiu, desde logo, no final de novembro, "o compromisso, disponibilizando, a partir do dia 03 de dezembro, os seus bilhetes com o preço final taxado ao consumidor com o IVA a 6%", como anunciou então a promotora do festival.

Ainda na área da música, são vários os concertos cujos bilhetes continuam a custar hoje o mesmo que custavam a 29 de dezembro: "A história do hip-hop tuga" (08 de março na Altice Arena, Lisboa), Diogo Piçarra (09 de março no Teatro Municipal Pax Julia, Beja), "Salvador Sobral e Júlio Resende apresentam poesia inglesa de Fernando Pessoa" (12 de janeiro no C.C.C. Angra do Heroísmo, Açores), David Fonseca (14 de fevereiro no Teatro Aveirense, Aveiro), Sara Tavares (16 de fevereiro no Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco) ou Expensive Soul -- 20 Anos (23 de novembro na Altice Arena, Lisboa).

Mas também há vários concertos cujo preço dos bilhetes já reflete a descida do IVA. Os poucos bilhetes que ainda há disponíveis para o concerto de Mariza, a 14 de março, no Coliseu de Lisboa, na galeria de pé, custam agora 18,60 euros (eram 20 euros). E para se ver os Metallica no Estádio do Restelo, em Lisboa, também ainda há bilhetes a 75 e a 90 euros (a 29 de dezembro custavam 80 e 95 euros).

Ver Luísa Sobral na Casa da Música, no Porto, a 09 de fevereiro, custa agora 23,45 euros (custava 25 euros), e os bilhetes para se ver Mishlawi no Hard Club, no Porto, são agora 15 euros (eram 16), enquanto os preços para o concerto da Dave Matthews Band, a 06 de abril, na Altice Arena, também estão mais baratos. Em 2018 custavam entre 42 e 65 euros e hoje custam entre os 39,40 e os 60,98 euros.