Diogo Piçarra
Diogo Piçarra passa à final do Festival da Canção com pontuação máxima. Aqui está o resumo da segunda semifinal
26.02.2018 às 0h54
Canções de Miguel Angelo e Xinobi não passaram à final. Conheça aqui todos os finalistas da edição deste ano do Festival da Canção
Da segunda semifinal do Festival da Canção 2018, que se realizou esta noite em Lisboa, nos estúdios da RTP, saíram mais sete finalistas que, junto com os selecionados no domingo passado, competirão na final do próximo domingo, de onde sairá o representante de Portugal na Eurovisão.
"Canção do Fim", escrita e interpretada por Diogo Piçarra, recebeu pontuação máxima do júri, mais uma vez presidido por Júlio Isidro, e do público, tendo sido apurada para a final com 24 pontos. A segunda canção mais votada da noite foi "O Jardim", escrita por Isaura e interpretada por Cláudia Pascoal, que reuniu 10 pontos do júri e 10 do público.
Veja abaixo os apurados de hoje e, de seguida, os outros sete finalistas.
1. "Canção do Fim", Diogo Piçarra
2. "O Jardim", Cláudia Pascoal
3. "Bandeira Azul", Maria Inês Paris
4. "Patati Patata", Minnie e Rhayra
5. "O Voo das Cegonhas”, Lili
6. "Amor Veloz", David Pessoa
7. “Sunset”, Peter Serrado
Apurados na 1ª semifinal:
1. "Só Por Ela", Peu Madureira
2. "Sem título", Janeiro
3. "Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada", Catarina Miranda
4. "Pra Te Dar Abrigo", Anabela
5. "Anda Estragar-me os Planos", Joana Barra Vaz
6. "Zero a Zero", Joana Espadinha
7. "Sem Medo", Rui David
A gala, apresentada por Sónia Araújo e Tânia Ribas de Oliveira, começou com alguns percalços... uma das apresentadoras ia caindo ao entrar no palco, depois de tropeçar no vestido, e a primeira canção debateu-se com alguns problemas técnicos iniciais.
Maria Inês Paris, sobrinha do compositor Tito Paris, abriu a noite de forma segura com “Bandeira Azul”, apesar dos problemas iniciais que levaram a que repetisse a sua prestação uma segunda vez no final de todas as canções terem sido apresentadas. O sabor a Cabo Verde ganhou força com uma segunda audição. Pode haver surpresa aqui.
Miguel Angelo entregou "Arco-Íris (Assim Cantou Zaratustra)" a Dora Fidalgo, que fez coros para os seus Delfins nos anos 90. A boa capacidade de interpretação da cantora não foi suficiente para compensar uma canção pop pálida que parece presa a fórmulas do passado. O coro não ajudou. Muito morno, daí os zero pontos.
Sequin mudou o tom ao levar as eletrónicas de Xinobi ao palco. O início melódico de "All Over Again", primeira canção em inglês da noite, descamba numa batida interessante, sem grandes explosões, mas é traído pelo nervosismo da intérprete. É um dos temas mais "uplifting" da noite mas não o suficiente para passar à fase seguinte. Também acabou com zero pontos.
Diogo Piçarra escreveu e defendeu “Canção do Fim”, acompanhado em palco por um quarteto de cordas. A balada dramática foi interpretada de forma segura por um cantor que não estranha as luzes dos estúdios de televisão. Rapidamente se percebeu que seria uma das finalistas, pela reação entusiasmada do público em estúdio e o sorriso aberto de Piçarra ao finalizar a sua interpretação.
Francisco Rebelo, dos Orelha Negra e muitos outros projetos, escolheu David Pessoa, seu colega nos Fogo-Fogo, para cantar “Amor Veloz”. Em registo jazzy, o intérprete mostrou-se seguro em palco, com Rebelo ao seu lado no piano. Seguiu morno até abrir um pouco no final mas não deverá ter grande futuro na final.
Capicua deixou o rap de lado para entregar “Sobre Nós” à voz de Tamin, dos Cais Sodré Funk Connection. A soul dramática, quase ao jeito de canção para filme de James Bond, ganhou corpo numa das interpretações mais coloridas e vibrantes da noite. Precisava só de um pouquinho mais de fogo para seguir em frente.
Isaura escreveu em português uma canção de despedida, simples e acolhedora, para a sua avó. “O Jardim”, com eletrónicas suaves a desembocarem numa batida discreta, foi levada ao palco por Cláudia Pascoal naquele que foi um dos momentos altos desta segunda semifinal. Interpretação segura e emocionada mereceu a passagem à final.
Paulo Flores ajudou a agitar a noite com o semba divertido de “Patati Patata”, defendido por Minnie e Rhayra e cantado em várias línguas de “um mundo de amor”. Passou à final por se distinguir numa noite dominada por canções tristes.
João Afonso entregou “Anda Daí” a Rita Ruivo. A intérprete esteve segura mas foi traída por um tema com os dois pés num passado de canções de intervenção. Não parecia ter grande futuro e assim se confirmou. Ficou pelo caminho com apenas um ponto.
“Mensageira” foi escrita por Aline Frazão para a voz de Susana Travassos. Um “canção de despedida” com pés e cabeça e uma interpretação imaculada, com sabor a Brasil e tango. Muito bonita. Foi, quanto a nós, a maior injustiça da noite: merecia ser finalista, mas os zero pontos do público não chegaram para compensar os oito do júri.
Armando Teixeira entregou “O Voo das Cegonhas” à voz aguçada, quase infantil, de Lili. Entre electrónicas planantes e misteriosas, a cantora destacou-se pela prestação dramática.
“Pra Lá do Rio” foi apresentada pela "novata" Daniela Onís como uma “música muito pessoal”. O registo afadistado não abafou os nervos. Ficou pelo caminho com dois pontos do júri e três do público.
O lusocanadiano Peter Serrado foi o último a subir ao palco para apresentar “Sunset”, canção guiada por guitarra acústica com pé a fugir para o rock. A voz rouca e a interpretação aguerrida não parecem ter grande perfil eurovisivo, mas aquilo que parecia ser um erro de casting compensou: passou à final com nove pontos e o grande apoio do público, que lhe deu oito pontos.
Enquanto decorriam as votações (e entre apelos e revisões da matéria dada), houve tempo para recordar o compositor José Luís Tinoco, que escreveu várias canções para o festival - como “No Teu Poema” interpretada por Carlos do Carmo em 1976 -, e, tal como na primeira semifinal, uma homenagem a Carlos Paião... “Pó de Arroz”, “Cinderella” e “Playback” nas vozes de Marlon, Bia e Jorge Benvinda, com arranjos de João Pedro Coimbra (Mesa) e Nuno Figueiredo (Virgem Suta). Também Herman José subiu ao palco para dar o seu contributo com a “Canção do Beijinho”.
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