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Fernando Ribeiro, dos Moonspell

Rita Carmo

Fernando Ribeiro dos Moonspell escreve sobre “gente desafinada, feia e sem talento” e atira farpas a Madonna

O vocalista dos Moonspell escreveu um texto de opinião no Jornal de Leiria, em que parte da homenagem dos Metallica a Zé Pedro para abordar a vitalidade do rock e outros temas

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell, escreveu no Jornal de Leiria um artigo de opinião no qual parte da homenagem que os Metallica prestaram a Zé Pedro, no concerto na Altice Arena, em Lisboa, para defender a vitalidade do rock e lançar algumas críticas.

"Semanalmente, os jornais, sites e publicações de música nacionais passam um atestado de óbito ao rock", começa o português por escrever.

"Quando não morre, desaparece das suas publicações ou leva um carimbo (...) de nicho de mercado, ler como uma coisa ultrapassada, para gente 'fatela' e 'burra' que não consegue aceitar nem compreender a ascensão da 'Afro Lisboa', ou dos novos poetas eléctricos, ou do novo rock das caves e garagens lisboetas de gente desafinada, feia e sem talento".

"Quando a maior banda de metal do mundo homenageia o melhor rocker de sempre de Portugal, só temos de celebrar esse gesto e rendermo-nos à evidência que o rock, afinal, é uma família, sentada à mesa, a comer com as mãos, a beber da garrafa e a abanar a cabeça", defende Fernando Ribeiro, lamentando "o cinismo e o snobismo [que] têm dominado a imprensa alternativa em Portugal" e "os cronistas de todo o peido que a Madonna dá (e com quem) e se o vai samplar no seu próximo disco.

Fernando Ribeiro garante ainda que continua "na estrada, hoje na Alemanha, a viver em pleno da coisa morta do rock".

Pode ler aqui o texto na íntegra, no qual o músico se refere igualmente à "invasão das rádios" pelo kizomba, à "desforra Eurovision em Lisboa" e novamente a Madonna, que a seu ver "entretém os saloios de Lisboa".