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Os canadianos Timber Timbre, outra estreia em Portugal

Rita Carmo

Timber Timbre querem dançar “com uma mulher portuguesa”

A banda do Canadá espalhou o seu charme pelo palco Vodafone FM

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

Há um relógio digital ao canto do palco Vodafone FM, possivelmente destinado a controlar o tempo que cada artista tem para contar a sua história. Bem visível da plateia, o mostrador diz que são cerca de oito e meia da noite quando os Timber Timbre, banda do Canadá que este ano lançou o sexto álbum, começam - com todas as delongas - a atirar-se a uma espécie de rock-cascavel.

Numa escuta desatenta, a voz de trovão de Taylor Kirk, mais um vocalista pouco convencional a juntar à ampla galeria de "outcasts" deste festival, poderá fazer lembrar a do mestre Nick Cave. Noutras, o fraseado de Stuart Staples, dos Tindersticks vem-nos à memória.

Perante um público atento e caloroso, o quarteto passou pelas canções do novo, e mais acetinado, álbum - Sincerely, Future Pollution - e também pelas do anterior Hot Dreams, que tornou os Timber Timbre um pouco mais conhecidos. Quando cantam o tema-título desse belo e cinematográfico disco de 2014, Taylor Kirk adapta a letra - "I wanna dance with a black woman" passa a "I wanna dance with a Portuguese woman", e a plateia aplaude. É um truque fácil, mas que assenta bem no calor do momento - o palco mergulhado em luzes vermelhas, a marcha lânguida de uma canção que quase podia ser dos Lambchop (banda que, de resto, João Carvalho sempre quis trazer a Paredes de Coura).

Já "Curtains!?", também de Hot Dreams, desaguou numa pequena jam, formato que a banda, surpreendentemente eclética, também experimenta com alguma eloquência, num concerto que segurou um público numeroso até ao fim.