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Manel Cruz

Manel Cruz: “Hoje as pessoas gostam do que faço, amanhã podem não gostar”

Manel Cruz toca hoje às 23h00 no festival Mimo, em Amarante, e é um dos entrevistados da BLITZ de julho, já nas bancas. Veja aqui parte da entrevista ao músico do Porto

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

O festival Mimo, que hoje termina em Amarante, conta esta noite com um concerto de Manel Cruz, com início às 23h00.

O músico do Porto é um dos entrevistados da BLITZ de julho, ainda nas bancas.

Nesta edição da revista, Manel Cruz apresenta os concertos que irá dar este verão, no festival Mimo, mas também no Sol da Caparica e em Paredes de Coura.

Nestes espetáculos, deverá haver espaço para vários inéditos, alguns regressos ao universo do Bandido e uma canção de Ornatos Violeta.

Manel Cruz em estúdio no Porto, junho de 2017

Manel Cruz em estúdio no Porto, junho de 2017

Rita Carmo

Veja aqui parte da nossa entrevista:

"Há dois anos, Manel Cruz tentou dar ao público «algo de novo, que me criasse prazer por estar ali, com alguma frescura. Então pensámos numa formação mais acústica, com o banjo e arranjos novos». Estava montada a Estação de Serviço, conceito que transportou vários temas do seu repertório e algumas novidades até aos palcos do Primavera Sound ou do Bons Sons.

Em 2017, a Extensão de Serviço – «tínhamos de arranjar um nome», justifica-se, entre risos – vai contar com uma componente tecnológica diferente. «Como não queríamos repetir a Estação de Serviço e já tínhamos canções novas, começámos a entrar no mundo do MIDI», revela. «Todos temos um teclado e podemos lá pôr todos os sons que quisermos, desde samples aos meus putos a rir, sons de cassete… Deixámos de ter aquela parafernália analógica, mas aumentámos muito a possibilidade de ter piano, cravo, órgãos em palco».

Talvez por não ter uma presença oficial nas redes sociais, cada comunicação de Manel Cruz à nação (de fãs) é invariavelmente acolhida com entusiasmo. «É muito bom saber – ou imaginar! – que vou ter pessoas [nos concertos]. Mas nunca tomei isso por adquirido», realça. «Não por humildade, mas por consciência de que o trabalho é uma coisa dinâmica; hoje as pessoas gostam do que faço, amanhã podem não gostar. Nunca vou com certeza nenhuma»."