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José Mário Branco

Rita Carmo

José Afonso, 30 anos depois: “O Zeca, para mim, está vivíssimo no esplendor da sua obra”, diz José Mário Branco

O músico, colaborador de José Afonso em alguns dos mais notados discos deste, foi um dos interlocutores privilegiados de um artigo que a BLITZ publica na sua próxima edição, nas bancas esta sexta-feira, e do qual poderá ler aqui um excerto

"O Zeca para mim está vivíssimo no esplendor da sua obra. Está lá TODO o Zeca: a voz, a criatividade, o carácter, o cidadão, o cantor, o amigo. Desde que ele morreu, nunca aceitei participar em nenhuma evocação ou homenagem feita a propósito da sua morte, ou referida à data da sua morte. É um costume salazarento que ainda vigora em Portugal: comemorar a morte do artista, quando há tantos aspetos positivos da vida dele que deveriam ser comemorados. Eu pratico a melhor de todas as comemorações: estudar a sua obra, deixar-me incentivar pelo seu génio".

As contundentes palavras são de José Mário Branco e constam do trabalho "Os Últimos Passos do Génio", assinado por Rui Miguel Abreu e a publicar na BLITZ de março, esta sexta-feira nas bancas.

  • José Afonso, além do mito

    Notícias

    É um ícone, um símbolo da liberdade. Mas quando passou a património político, a sua música foi quase esquecida. É altura de nos prostrarmos perante o génio musical de um homem que era incapaz de tocar um instrumento. Um homem ferido desde a infância, que se esforçava por ser justo, sofria de insónias e que, com ou sem dinheiro, perseguido ou não, sonhava dia e noite com música - toda a música, da Beira Baixa a Moçambique. Fomos à procura de José Afonso: o dos discos e o humano. Não a estátua