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Uma parceria com o jornal EXPRESSO

Opinião

E se Banksy fizesse um graffiti no Campo Pequeno, onde os Massive Attack dão dois concertos na próxima semana?

Os Massive Attack, liderados por Robert Del Naja - o mais notado 'suspeito' de ser o homem por detrás do misterioso artista inglês - vão dar dois concertos na praça de touros de Lisboa no início da próxima semana. Num ano em que Porto e Lisboa recebem uma mostra do famoso 'street artist', porque não abrir paredes para o primeiro Banksy português?

Os Massive Attack vão dar no início da próxima semana dois concertos no Campo Pequeno, em Lisboa: segunda e terça-feira o grupo de Bristol revisitará "Mezzanine", um dos seus álbuns mais emblemáticos, lançado originalmente em 1998.

À frente da histórica banda associada à cena trip-hop dos anos 90 naquela cidade inglesa, está Robert Del Naja (também conhecido como 3D). O artista, de claras convicções políticas, deve a sua alcunha às suas origens nos meandros do graffiti e têm-se alimentado ao longo dos anos insistentes rumores de que Del Naja e Banksy poderão ser uma e a mesma pessoa. Essa teoria é apoiada numa aparente sintonia entre a aparição de novas obras do reputado e anónimo street artist e concertos dos Massive Attack em diferentes pontos do globo.

Robert Del Naja negou, como seria aliás de esperar, tal ideia, mas no tal mundo de teorias de que falava Adam Curtis, esta “conspiração” de revolução de consciências através da arte tem algo de romântico e irresistível. Seria lindo – e até poético – se um qualquer stencil anti-touradas surgisse nos próximos tempos nas imediações do Campo Pequeno, não?

Está patente a exposição “Banksy’s, Dismaland and Others”, na Alfândega do Porto, até 31 de março. Depois do Porto, esta será apresentada em Lisboa em data e local a anunciar.