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Marilyn Manson escondia-se à vista de todos. Agora, o monstro saiu do armário

O namoro de Marilyn Manson com o lado negro da vida é uma constante no seu percurso musical, materializando-se em discos como “Antichrist Superstar” (1996) ou o mais recente “We Are Chaos” (2020). Para lá da música, o músico norte-americano sempre agitou as polémicas, rumores e mitos urbanos que o rodeavam com inteligência e, até, uma inesperada sensatez. Agora, praticamente três décadas depois de o escutarmos pela primeira vez, parece que Manson finalmente deu ao mundo aquilo que ele esperava de si.

Na sequência de alegações de violência física, psicológica e sexual sobre mulheres com quem se relacionou, o músico enfrenta processos em tribunal e o escrutínio público. Um artigo de investigação da revista Rolling Stone, baseado em entrevistas com alegadas vítimas e amigos do músico, traz pormenores arrepiantes. Da existência de um quarto “de castigo” onde fechava as namoradas que “se portavam mal” às ameaças de morte ao editor da revista Spin, são muitos os indícios que parecem corroborar uma frase demolidora da atriz Esmé Bianco: “Ele disse ao mundo quem era e ninguém tentou pará-lo”.

No momento em que Manson se prepara para enfrentar a justiça, Britney Spears consegue finalmente a grande vitória da sua vida em tribunal: está livre da tutela que a deixou à mercê dos desígnios do pai por uns longos 13 anos. “Este é o melhor dia de sempre”, escreveu a artista numa mensagem de agradecimento aos fãs que, há anos, gritavam #FreeBritney. “Espero que a minha história tenha impacto e traga mudanças num sistema corrupto”, disse ainda, assumindo-se “grata por poder ser independente” de novo.

Depois de um ano de interregno, devido à pandemia, o Super Bock em Stock regressa esta noite à Avenida da Liberdade. Entre hoje e amanhã, o festival recebe concertos dos Django Django, The Legendary Tigerman, Iceage, Wet Leg, Tomás Wallenstein, Cláudia Pascoal ou Lava La Rue. Os horários completos, o mapa das salas e todas as informações úteis estão reunidas aqui.

2021, infelizmente, ficará para a história do rock como o ano em que o mundo perdeu Mick Rock, o homem que fotografou os anos 70 (e não só). O autor de sessões fotográficas icónicas com David Bowie, Lou Reed, Queen, Iggy Pop, Ramones ou Sex Pistols tinha 72 anos e a sua morte foi confirmada esta sexta-feira pela família.

Já com os olhos postos no calendário que fica para lá de 31 de dezembro, a semana foi rica em confirmações de concertos. Ficámos a saber que Justin Bieber regressa a Portugal em janeiro de 2023; que a História do Hip-Hop Tuga volta a ser contada num espetáculo com Sam The Kid, Capicua, Valete e Gabriel, o Pensador em março de 2022; que o festival Vodafone Paredes de Coura vai receber atuações de Beach House, King Gizzard & The Lizard Wizard, Arlo Parks, Princess Nokia e Indigo de Souza; e que os britânicos Sea Girls atuam no NOS Alive no mesmo dia que Metallica e St. Vincent.

Fred, que conhecemos dos Orelha Negra e Banda do Mar, é o mais recente convidado do podcast Posto Emissor. O músico falou-nos do novo álbum a solo, “Series Vol. 1 – Madlib”, mas também da importância do amor-próprio, da longa viagem que fez antes da pandemia e da eterna admiração que tem pela banda do pai, os Xutos & Pontapés. Falando de Posto Emissor, chamamos-lhe ainda a atenção para dois excertos da conversa que tivemos com a radialista Inês Meneses, produtora executiva do álbum “Tozé Brito (de) Novo”: (1) “A música vai buscar-me ao poço mais fundo. Não quero que a banda que descobri às 4h57 da manhã seja só minha”; (2) “Adorava o Tozé Brito. Pensava sempre ‘quem é este homem tão elegante?’, mas só me cruzei com ele em 2017”.

Deixamos-lhe ainda sugestões de leitura mais alongadas: a entrevista exclusiva de Dave Grohl, “o tipo mais simpático do rock”, a Lia Pereira , no decorrer da qual o líder dos Foo Fighters falou sobre a sua primeira autobiografia, “The Storyteller”, não se escusando a responder a todas as perguntas sobre a sua vida e carreira; e o artigo de Rui Miguel Abreu sobre “Kid A” e “Amnesiac”, duas “obras-primas” dos Radiohead que celebram 20 anos e foram agora reeditadas conjuntamente como “Kid A Mnesia”.

Tenha um ótimo fim de semana! E não perca os espetáculos que aí vêm, que pode consultar na agenda que selecionámos para si.

SUPER BOCK EM STOCK
Avenida da Liberdade, Lisboa, 19 e 20 de novembro
Django Django, The Legendary Tigerman, Benny Sings, Iceage, Wet Leg, Lava La Rue, Tomás Wallenstein, Cláudia Pascoal

MALLU MAGALHÃES
Casa da Cultura de Ílhavo, 19 de novembro
Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco, 20 de novembro
Campo Pequeno, Lisboa, 3 de dezembro

JORGE PALMA
Centro Cultural de Belém, Lisboa, 20 de novembro + 16 de dezembro
Casa da Música, Porto, 24 de novembro

FESTIVAL PARA GENTE SENTADA
Theatro Circo, Braga
26 de novembro: Manel Cruz e Marina Herlop
27 de novembro: Tomás Wallenstein e Yussef Dayes

RUI VELOSO
Campo Pequeno, Lisboa, 26 e 27 de novembro

PEDRO MAFAMA
Teatro Tivoli, Lisboa, 27 de novembro

DEIXEM O PIMBA EM PAZ
Super Bock Arena, Porto, 30 de novembro

COURAGE
Paredes de Coura, 3 e 4 de dezembro

Moullinex, Samuel Úria, Pedro Mafama, Chico da Tina, Rita Vian, Tó Trips, Sensible Soccers

MARIZA
Campo Pequeno, Lisboa, 4 de dezembro
Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota, Porto, 5 de dezembro

JAMES
Pavilhão Rosa Mota, Porto, 12 de dezembro
Campo Pequeno, Lisboa, 13 de dezembro

JOSÉ CID
Hard Club, Porto, 17 de dezembro
Capitólio, Lisboa, 18 de dezembro