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O corpo de Adele a Adele pertence. Os Pandora Papers são de todos nós

Desde que, com “21”, conseguiu o disco mais vendido do século XXI, Adele não mais deixou de ser dona de si mesma. Concertos ao seu ritmo, casamento (e divórcio) e maternidade vividos com discrição, discos vertidos a um intervalo pouco consentâneo com a velocidade da estrelas pop, uma gestão cuidada dos momentos de luz e de sombra. Só possível porque a inglesa de 33 anos é mais do que uma estrela pop, suficientemente distante para poder ser vista como diva, suficientemente terrena para não cair do pedestal, suficientemente rica para poder fazer ouvidos moucos ao permanente ruído de fundo. O equilíbrio é, nos dias de hoje, milagroso.

Enquanto esperamos pelo álbum que documenta a sua entrada nos trintas (chama-se “30”, pois então, e tem o primeiro single quase cá fora, com aperitivo já servido), vemo-la a reaparecer. Na capa da “Vogue” (perdão, das Vogues, britânica e norte-americana), onde se reapresenta uma Adele “on the other side” (do outro lado), uma “nova” Adele que viu a vida acontecer-lhe nos anos que a conduziram à entrada na quarta década de vida. É mais contundente quando aborda as suas ”políticas pessoais”, nomeadamente a relação com o corpo e a forma como tentou escapar aos corrosivos pingos da chuva lançados pela imensa nuvem das redes sociais. “As pessoas ficaram chocadas porque não partilhei a minha experiência [de perda de peso]. Estão habituadas a que se documente tudo e mais alguma coisa no Instagram. Não quero saber. É o meu corpo. Fi-lo por mim e por mais ninguém”. Como diria JP Simões, há muito pouco tempo, ao microfone da BLITZ: “nunca fomos tão escrutinados. Já estamos do outro lado do espelho”.

Ondas de choque dos Pandora Papers: os visados defendem-se. Shakira e Elton John vieram a público negar quaisquer ilegalidades relacionadas com as empresas offshore que mantêm em paraísos fiscais, potencialmente utilizadas para esconder e lavar dinheiro. Shakira alega que criou as suas empresas anos antes de viver em Espanha e que residia nas Bahamas, só visitando o país vizinho esporadicamente. Elton John, que tem mais de 12 empresas registadas nas Ilhas Virgens Britânicas, afirma que paga no Reino Unido os impostos relacionados com as mesmas. Resta saber quando é que se tornará obrigatório acabar (ou reescrever) esta frase: “Não é ilegal, mas...”

Boas notícias: Camané lança no final do mês o álbum “Horas Vazias”, antecedido pelo single ‘Que Flor Se Abre no Peito’, escrito por Pedro Abrunhosa. Além de Abrunhosa, o álbum conta com canções assinadas por Jorge Palma, Amélia Muge, Sérgio Godinho, Vitorino ou João Monge. Camané canta ainda Fernando Pessoa e Amália Rodrigues.

O Posto Emissor recebe esta semana Miguel Ribeiro, vocalista dos Happy Mess. Com o novo álbum, “Jardim da Parada”, acabado de chegar, o também pivô da SIC Notícias vem ao podcast da BLITZ falar sobre os desafios das novas canções, as colaborações com nomes como Rui Reininho, Capicua ou o escritor Bruno Vieira Amaral, o regresso aos concertos e visões sobre o mundo em que vivemos: “Daqui a largos meses encontraremos a normalidade. Mas com a máscara no bolso”.

Sobre a música ao vivo no ansiado cenário pós-pandémico, damos também a palavra a Roberta Medina, que revelou à BLITZ como será o Rock in Rio-Lisboa 2022 e por que razão manteve praticamente todo o cartaz anunciado em 2019, num mundo diferente. “Há 60 mil pessoas que quando entrarem aqui em junho vão ter estado três anos com o seu bilhete na mão. Como é que, de repente, dizes ‘mudei de ideias’?”.

Acerca de concertos, a propósito, não perca os espetáculos que aí vêm, que pode consultar na agenda que selecionámos para si. Tenha um excelente fim de semana!

RODRIGO LEÃO
Theatro Circo, Braga, 8 e 9 de outubro
Convento de São Francisco, Coimbra, 15 de outubro

FESTIVAL IMINENTE
Matinha, Lisboa, até 10 de outubro
Plutónio, Pongo, Ana Moura, Dino D’Santiago, Nenny, The Alchemist e Emir Kusturica & the No Smoking Orchestra, Julinho KSD, Slum Village, The Alchemist, Emir Kusturica & the No Smoking Orchestra, Jorge Palma, Pedro Mafama, Toty Sa’Med, Prétu, David Bruno, PAUS, Shaka Lion, Ricardo Toscano, Holly, Fogo Fogo, DJ Ride, Eu.Clides, Cancro, Jon Luz, Batucadeiras Finka Pé e Batida, com o projeto IKOQWE

TOMÁS WALLENSTEIN
Passos Manuel, Porto, 8 de outubro
Avenida, Aveiro, 15 de outubro
Fábrica do Pão, Lisboa, 16 de outubro

NORTON
Teatro Maria Matos, Lisboa, 13 de outubro

FESTIVAL EMERGENTE
Capitólio, Lisboa, 15 e 16 de outubro
Solar Corona, Chinaskee, Gator the Alligator, Sreya, entre outros

TRISTANY
CCB - Garagem Sul, Lisboa, 15 de outubro

MALLU MAGALHÃES
8 de outubro - Fórum Municipal Luísa Todi, Setúbal
19 de novembro - Casa da Cultura de Ílhavo
20 de novembro - Castelo Branco (sala a anunciar)

Xutos & Pontapés com Orquestra Filarmónica Portuguesa
Altice Arena, Lisboa, 16 de outubro

THE HAPPY MESS
Teatro Maria Matos, Lisboa, 25 de outubro
Casa da Música, Porto, 28 de outubro

GILBERTO GIL
Teatro de Vila Real, 29 de outubro
Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco, 31 de outubro
Coliseu de Lisboa, 3 de novembro
Theatro Circo de Braga, 5 de novembro
CNEMA, Santarém, 7 de novembro

BALTHAZAR
Hard Club, Porto, 31 de outubro
Aula Magna, Lisboa, 1 de novembro

GISELA JOÃO
Coliseu de Lisboa, 5 de novembro
Coliseu do Porto, 13 de novembro

SUPER BOCK EM STOCK
Avenida da Liberdade, Lisboa, 19 e 20 de novembro
Django Django, Black Country New Road, Iceage, entre outros

RUI VELOSO
Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota, 13 e 14 de novembro
Coliseu de Lisboa, 26 e 27 de novembro