EDP Vilar de Mouros, um festival diferente: hard rock, banhos de sol junto ao rio e um pequeno ajuntamento motard
24.08.2019 às 11h25
Uma visita ao que rodeia o mítico festival antes de a música começar a ecoar
O EDP Vilar de Mouros também acontece além das fronteiras que delimitam a zona dedicada aos palcos. No Café Central, a escassos metros da ponte românica que conduz até à entrada do recinto, viram-se minis fresquinhas ao som dos grandes êxitos de outrora (à chegada, no dia de ontem, ouviram-se AC/DC, Led Zeppelin e Black Sabbath, entre outras). Na zona do campismo, mesmo antes da travessia, os festivaleiros aproveitam para recarregar baterias no interior da tenda ou à sombra das árvores que as circundam. Fatia-se chouriço, lançam-se convites para shots de bagaço e recordam-se peripécias da noite anterior.
O Rio Coura, sobre o qual a belíssima ponte de pedra se ergue, é um dos grandes pontos de interesse, com vários festivaleiros a aproveitarem o seu caudal para refrescarem o corpo e, em alguns casos específicos, as ideias (afinal de contas, não há nada melhor do que um banho fresco para curar a ressaca da noite anterior). Uns nadam, outros estendem o corpo sobre bóias flutuantes (para todos os gostos, dos flamingos cor-de-rosa aos alaranjados botes salva-vidas, sem esquecer as clássicas bóias circulares e até em forma de coração) e há ainda quem opte por estender a toalha nas margens do rio para um terapêutico banho de sol, enquanto os mais aventureiros embarcam em descidas de canoa.
No campismo, as zonas para foguear estão bem sinalizadas, assim como os espaços dedicados à higiene (duches e torneiras para lavar as mãos/loiça) e os locais destinados à colocação de lixo – plástico, papel, indiferenciado e compostagem (o alerta para que não se deposite lixo para além do orgânico está bem explícito na parte superior destes derradeiros reservatórios).
O ano de nascimento da esmagadora maioria destes festivaleiros deverá andar maioritariamente compreendido entre as décadas de 70 e 80. Reinam por isso algumas t-shirts de Iron Maiden, Metallica, Rolling Stones, U2, UHF e Slash, entre outros. Encontram-se também algumas indumentárias motard (há um pequeno ajuntamento de motas na proximidade do café central, entre elas uma clássica Harley Davidson), casacos de ganga com os nomes e logótipos das bandas predilectas escarrapachados e muita vontade de ver em ação os nomes propostos pelo cartaz.
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