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Buraka Som Sistema em agosto de 2008, pouco antes do álbum de estreia (“Black Diamond”), numa sessão fotográfica para a revista “Blitz”

Rita Carmo

Como os Buraka Som Sistema levaram a nova Lisboa ao mundo. A história de uma banda que dava concertos com ”bolinha no canto”

Dez anos bastaram para o que parecia ser ‘apenas’ um fenómeno musical se transformasse numa revolução sociocultural. No momento da edição do derradeiro concerto, na Torre de Belém, revisitamos o legado dos Buraka Som Sistema nas palavras dos próprios e de quem viu neles a voz do novo “som de Lisboa”

Tinham tudo para dar errado, mas deram certo. Quando, em 2006, um grupo de amigos se juntou para oferecer ao público lisboeta uma noite diferente, no pequeno Clube Mercado, às portas do Bairro Alto, em Lisboa, ninguém imaginava que começava ali a história de um fenómeno de popularidade. Naqueles serões, suados, que juntavam pessoas das mais variadas proveniências, estratos e condições sociais, João ‘Lil’ John’ Barbosa, Rui ‘Riot’ Pité, Andro ‘Conductor’ Carvalho e Kalaf Epalanga, acompanhados por Petty, a primeira vocalista, desenharam os contornos de uma banda que, ao longo de uma década, ajudou a derrubar barreiras culturais e a mostrar que a música feita em Portugal tinha muito por onde crescer, caso abraçasse as suas diversas heranças. Quando, em 2016, anunciaram que iam suspender atividade, marcando o até já (ou o até sempre) com um espetáculo memorável junto à Torre de Belém, os Buraka Som Sistema deixaram um legado musical inegável, observável em muito do que ouvimos, cinco anos depois. Voltamos, agora, a eles no momento em que decidem editar, em disco de vinil e formato digital, aquele último concerto de 1 de julho de 2016, integrado na festa Globaile, promovida pelos próprios.

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